Alugar ou Financiar um Imóvel?


Fala investidor, neste pequeno artigo quero compartilhar com você a forma que penso sobre a decisão de alugar ou financiar um imóvel. Esta dúvida “paira” sobre a cabeça de todas as pessoas que estão procurando uma casa para morar (não como investimento). Afinal de contas, é melhor financiar a casa própria ou morar de aluguel?

Neste artigo, não vou ficar fazendo aquelas contas hipotéticas de que se você conseguir poupar X reais ao mês, ao optar pelo aluguel, investindo a diferença entre a prestação do financiamento e o valor do aluguel a uma taxa Y…

…blá blá blá,

e desta forma tentar provar que é muito mais vantajoso, do ponto de vista financeiro, alugar um imóvel do que entrar em um financiamento de longo prazo, em uma tentativa de explicar o complexo e que pode levar o leitor a continuar com dúvidas se realmente ele vai conseguir poupar os X reais, se realmente ele vai ter, ao longo de todo o período de investimento, um retorno de Y%, se o proprietário do imóvel irá ou não fazer reajustes maiores no preço do aluguel e assim fazer os planos se dissipir em uma decisão equivocada. São muitas variáveis que podem influenciar de forma positiva ou negativa em nossa decisão e assim embaralhar todas as nossas idéias e comprometer a nossa melhor decisão.

Tudo isso que foi relatado nos levam a uma instabilidade que incomoda e que muitas vezes nos fazem optar pelo financiamento, uma vez que é muito mais “seguro”, do ponto de vista emocional, optar por um financiamento.  Ao optar pelo financiamento, transformamos inconscientemente esta insegurança emocional em algo mais “estável”, uma vez que conhecemos o tempo de duração do financiamento, ao final do pagamento das prestações o imóvel será de minha propriedade, as mensalidades irão diminuindo com o tempo e por ai vai. Todos esses elementos nos trazem um conforto, e nos fazem sentirmos estabilizados ao tomarmos a decisão de financiar a nossa casa própria.

Mas será que realmente esta decisão nos trazem conforto real, ou apenas uma falsa ilusão de estabilidade?

É isso que eu quero refletir junto com você!

O meu objetivo aqui é te mostrar, sob um olhar totalmente diferente do comum, tentando aproximando os nossos pensamentos com a nossa realidade financeira, uma vez que eu quero que todos os seus sonhos sejam construídos de forma sólida e que as suas decisões contribua para a sua prosperidade financeira e lhe proporcione qualidade de vida. Eu quero que você prospere, sempre. O que eu irei te apresentar é uma visão realista sobre como gerenciar os riscos da sua decisão.

Então vamos lá, vamos refletir um pouco sobre esse questionamento que todos fazem quando se trata de escolher a sua moradia. Todas as nossas decisões devem contemplar ações que nos permitam tem qualidade de vida e que nos exponham ao menor nível de risco possível. E é justamente o que que pretendo fazer ao longo deste pequeno artigo, dar a você um olhar diferente sobre esta questão.


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Com o propósito de limitar minha exposição à riscos, procuro sempre alinhar as minhas ações de forma que minhas atitudes me exponha aos menores riscos possíveis. Acredito que o gerenciamento dos riscos está muito mais atrelado as nossas ações e visão da realidade do que os aspectos complicados refletidos em números que são divulgados e mensurados por aí.

Voltando ao assunto da questão do financiamento ou aluguel da sua moradia, gostaria de convidá-lo a fazer algumas reflexões sobre a sua realidade. Abaixo irei lançar alguns pontos chaves, de acordo com o meu julgamento, para que possamos juntos refletirmos.

1) Você depende exclusivamente de uma ou duas fontes de renda apenas para pagar os seus compromissos financeiros?;

2) As suas receitas são estáveis?

3) Suas finanças estão equilibradas?

4) Você já se decidiu por “fincar” suas raízes em uma localidade e não cogita mudança em hipótese alguma?

Bom, esses são os 4 pontos reflexivos que gostaria que você pensasse a respeito que serviram de guia para que eu tomasse a melhor decisão para mim e que com toda certeza o ajudará tomar a melhor decisão para você e sua família.

Então vamos lá entender esses 4 pontos que lancei como reflexivos e que podem contribuir para a sua melhor decisão. Eu sinceramente espero poder contribuir um pouco com você, ao apresentar esses 4 pontos. Se a sua resposta para uma dessas perguntas foi NÃO, te convido a pensar na possibilidade de alugar o seu imóvel, uma vez que decidir por um financiamento irá aumentar o seu risco financeiro, o que poderá prejudicar a sua qualidade de vida financeira. Mas vamos entender o porquê dessa minha colocação.

Ponto Reflexivo 1: Você depende exclusivamente de uma ou duas fontes de renda apenas para pagar os seus compromissos financeiros?

A grande maioria da população brasileira, possui apenas uma fonte de renda, as vezes duas fontes de rendas isto quando o companheiro/companheira realiza trabalho remunerado ou quando trabalha em um segundo turno. Neste caso, olhando sob a ótica do risco associado a decisão de um financiamento na qual você conseguirá arcar até o final com as prestações é muito alto. E eu já vou explicar para você.

Estamos inseridos em um país que está passando por grandes transformações, e estas transformações trazem consigo movimentos estruturais expressivos que aumentam o nível de incertezas no âmbito político, jurídico, econômico e etc. Esses movimentos, podem apresentar interferência significativa sobre a sua fonte de renda, reduzindo-a ou até mesmo extinguindo-a.

 Assim, pessoas que possuem uma ou duas fontes de renda, precisam tomar cuidado ao arriscar em um financiamentos de longo prazo, uma vez que podem perder ou diminuir sua renda mensal e assim comprometer o pagamento das prestações (infelizmente vejo muitos imóveis sendo leiloados porque foram tomados dos seus antigos donos por falta de pagamento das prestações). Já as pessoas que conseguiram criar várias fontes de renda, estáveis, conseguem manter um fluxo financeiro satisfatório, mesmo em períodos de recessão e crise sistêmicas, que os permitem adquirir um imóvel por meio de financiamento, com tranquilidade uma vez que a entrada de recursos é estáveis e oriundas de várias fontes diferentes que irão ter interferências diferentes em momentos de crise e recessão econômica. Isso proporciona uma qualidade de vida e uma tranquilidade financeira para assumir, com tranquilidade, um financiamento.

Ponto Reflexivo 2: As suas receitas são estáveis?

Neste segundo ponto reflexivo chamo a sua atenção para: ao assumirmos um financiamento, estamos tornando nossos fluxos de saídas estáveis, ou seja, compromissos financeiros que devem ser honrados todos os meses, faça chuva ou faça sol. Se as nossas entradas de recursos forem instáveis, o nosso risco de não ter recursos suficientes para arcar com os nossos compromissos firmados passa a ser extremamente alto e desta forma pode acarretar graves problemas para as suas finanças.

Com isto, é primordial, ao assumir um financiamento, que você tenha uma certa estabilidade com relação ao fluxos de entradas dos recursos para que você consiga ter uma previsibilidade tanto das saídas de recursos como também das entradas de recursos e assim possa arcar com seus compromissos todos os meses, sem a necessidade de sacrificar despesas essenciais ou então recorrer a empréstimos financeiros.

Ponto Reflexivo 3: Suas finanças estão equilibradas?

Neste terceiro ponto reflexivo, discutiremos sobre a necessidade das suas finanças estarem equilibradas para que você possa assim, assumir um financiamento de longo prazo para a aquisição de sua casa própria. Partindo do pressuposta que desejamos que todas as nossas construções, sejam realizadas e estruturadas de forma sólida e que se sustentam ao longo do tempo, mesmo em “situações” adversas, todos os nossos esforços e nossas ações precisam estar alinhadas a fim de garantir que as “bases” de suas ações sejam realmente sólidas.

Em outras palavras, todas as nossas ações financeiras precisam contemplar a nossa estabilidade. Dito isto, é fundamental que as nossas finanças estejam muito bem organizadas, e estruturadas nos permitam entrar, com segurança, em um financiamento de longo prazo. O que eu quero dizer para você nesta parte é: Precisamos estar com a “casa em ordem” para conseguirmos passar pelos imprevistos financeiros que com certeza irão “sobrevoar” as nossas finanças. Você precisa estar preparado para enfrentar esses imprevistos da forma que não o exponha a instabilidades financeiras e consequentemente correr o risco de não ter dinheiro suficiente para suprir suas necessidades básica e também cumprir seus compromissos financeiros.

Esta estabilidade ocorre quando você passa a ser sustentado por três estágios, os quais são: Estágio 1) Ganhar mais do que gasta ou gastar menos do que ganha; Estágio 2) Não possuir dívidas cujas prestações supere 30% da renda familiar e Estágio 3) Ter uma reserva financeira suficiente para arcar com pelo menos 6 meses dos seus gastos.

Se você atender esses três estágio pode se considerar com as suas finanças ESTÁVEIS, caso contrário, o risco de entrar em um novo financiamento é alto, o que te expõe a fatores prejudiciais a sua “saúde” financeira. Mas preste muita atenção, é fundamental que você verifique e realize ajustes sempre em suas finanças para que esta estabilidade financeira e, consequentemente, o equilíbrio de suas finanças continue sendo uma realidade com o passar do tempo. Não podemos descuidar da nossa situação financeira, uma vez que esta área da nossa vida é muito cíclica e portanto merece um acompanhamento de perto para que você sempre tenha uma finança equilibrada, ajustando-a quando necessário.

E por fim chegamos ao quarto ponto reflexivo! Vamos a ele?

Ponto Reflexivo 4: Você já se decidiu em “fincar” suas raízes em uma localidade e não cogita mudança, em hipótese alguma?

Neste quarto ponto, apresento a você o ponto que fez-me optar por um aluguel ao invés de comprar a minha casa própria. Mais uma vez quero reafirmar, sou um pessoa que procura gerenciar ao máximo os riscos em minhas decisões. Eu, pelo menos não quero que meus objetivos corram o risco de não serem atingidos, e acredito que você também quer ter o máximo de segurança na hora de realizar os seus sonhos.

Eu adoro a minha cidade natal, e simplesmente amo a minha profissão (ajudar as pessoas a conquistarem os seus sonhos de forma inteligente por meio de investimentos). Até o presente momento, a internet me permitiu fazer o que amo, vivendo em minha cidade. Entretanto, não posso afirmar, com 100% de certeza que o meu futuro sempre será em minha cidade natal.

Caso eu optasse por fazer um financiamento e assim adquirir a “minha casa própria” em suaves prestações à perder de vistas, estaria “limitando” as minhas possibilidades de futuro, uma vez que estaria “fincando” minhas raízes em um único lugar.

Eu não sou vidente, mas posso ler seus pensamentos!

Mas, Marcos, você pode alugar ou vender o imóvel, e seus problemas estariam todos resolvidos!

Partindo do pressuposto que oportunidades podem aparecer a qualquer momento, vender o imóvel poderia comprometer minha prosperidade financeira, uma vez que não sei se conseguiria encontrar uma pessoa disposta a comprar o imóvel de forma rápida e ainda pagar o preço que desejo e as vezes poderia até ser “forçado” a submeter-me a vender o imóvel por um preço bem menor, perdendo dinheiro. Esse evento é muito arriscado, na minha concepção, e por esta razão foi um fator que travou a minha decisão por um financiamento. Alugar neste caso, me permite apenas ter gastos com a rescisão do contrato (as vezes, nem isso), e ter o trabalho de entregar as chaves para o dono do imóvel. Este fato me expõe a uma quantidade muito menos de dor de cabeça e estresse para mim e minha família.

Quanto a questão de alugar o imóvel, não está em meu perfil, como investidor, ter que me preocupar com relação a manutenção do imóvel, ter a necessidade de procurar um imobiliária para administrar a locação, e sem falar que, por minha experiência, não conseguiria ter um rentabilidade muito boa, acima de outros instrumentos financeiros já solidificados no mercado. Prefiro mil vezes investir meus recursos em ações. Investir em ações me permite configurar meus investimentos de forma a atender os meus objetivos financeiros, e principalmente, investir em empreendimentos já consolidados no mercado, cabendo a mim apenas acompanhar se os resultados das empresas que invisto ainda são vantajosos ou não para a rentabilidade e gerenciar o risco da minha carteira de investimentos.

Bom, depois de apresentado todos esses pontos reflexivos, agora é com você! Tome a melhor decisão para você e sua família! A única coisa que desejo sinceramente é que a sua decisão faça você prosperar e realizar os seus sonhos!


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