Saiba Avaliar Dívidas


Olá, tudo bem com você?

Neste artigo quero refletir com você sobre uma habitante adicional que existe na maioria das casas neste nosso “Brasilzão”. Essa habitante é silenciosa, e muito “traiçoeira” quando não damos a devida atenção a ela. Essa habitante é a DÍVIDA. Estimasse que 58 milhões de brasileiros encontram-se endividados. Por outro lado, vejo pessoas também se endividando e ao mesmo tempo progredindo financeiramente.

Diante desse impasse comecei a estudar e refletir sobre os hábitos de vida das pessoas que se estrangulam financeiramente, e também daqueles que progridem financeiramente. Sempre fiquei com a pulga atrás da orelha, pois o mesmo elemento transforma um grupo de pessoas em inadimplentes, com o nome “sujo na praça”, e do outro lado constrói afortunados.


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Através dos meus estudos, observei que a dívida assemelhasse a uma faca afiada. Se em mãos de pessoas habilidosas e que sabem como utilizá-la, possuem uma excelente ferramenta em mãos, mas se esta mesma faca cair nas mãos de pessoas que não tem habilidade suficiente de manuseá-la pode ser perigoso, colocando em risco a integridade física própria ou as de outrem.

Mas afinal, o que é dívida?

O termo dívida se remete a utilização de capital de terceiros com o propósito de antecipar a realização de objetivos, gerando um ônus financeiro para o tomador do recurso. Esse ônus, para o tomador, é o custo da utilização do capital. Esse mecanismo está presente nos dois grupos. Ponto!

A diferença entre os grupos está onde aplicam esses recursos. O grupo das pessoas que progridem financeiramente destinam seus recursos em “objetos” que geram resultados financeiros maiores que os custos pagos pelo empréstimo realizado, ou seja, o fato da pessoa estar endividada a permite ganhar dinheiro pois o custo que ela paga pelo empréstimo é inferior ao retorno que ela obtém. Quando o custo da dívida é menor que o retorno, dizemos que essa dívida é boa.

Já o segundo grupo, os quais estão inadimplentes, costumam captar recursos para financiar objetos de consumo, ou seja, objetos que não tem como propósito gerar renda para a pessoa. Assim, o custo da dívida é maior que o retorno advindo do empréstimo, e por esta razão, esse tipo de dívida é considerada ruim. Hum, mas aqui está uma coisa que muitas pessoas negligênciam. A maioria das pessoas consideram o retorno apenas nos termos financeiros.

Conheço pessoas que financiaram suas casas próprias, um objeto que não representa um retorno financeiro direto, e por isso são muitas vezes consideradas como uma dívida ruim. Mas será mesmo? Uma coisa é verdade, o esforço financeiro para aquelas pessoas que financiaram suas casas será muito maior do que para aqueles que captaram recursos para investir em suas empresas, mesmo que o valor captado, a título de empréstimo, tenha sido o mesmo.

Os recursos aplicados na empresa gerará resultados financeiros. Esse fato minimiza a necessidade de esforço financeiro proveniente da força de trabalho. Já o grupo que comprou financiado suas casas, não terão retornos financeiros e por isso, terá um esforço maior, as vezes quase sempre, bem maiores. Mas ai eu te pergunto? Isso necessariamente é uma coisa ruim?

Do ponto de vista financeiro, sim! Mas as finanças nem sempre é tudo na nossa vida. As finanças é uma parte extremamente importante e sensível, mas também tem outras áreas que também precisamos levar em consideração. As vezes as finanças podem estar em ordem, e mesmo assim a pessoa não se sentir confortável ou então em um profundo conflito interno. Nossas decisões devem ser pautadas, sempre, visando o equilíbrio, não só o equilíbrio financeiro, mas sim o equilíbrio de todos os aspectos da vida.

Quando bem planejada, bem estruturada e principalmente, de forma responsável, o endividamento como forma de antecipação de um sonho é uma dádiva. Mas se usado em demasia e de forma irresponsável pode comprometer toda a sua saúde física e mental, consumindo-o. Por esta razão, tome muito cuidado quando for optar para realizar um sonho por meio do endividamento. Planeja-se para isso e seja muito feliz! Mas saiba, o seu esforço financeiro será maior quando optar por conquistar os seus sonhos por meio da dívida. Esse esforço financeiro maior será um ônus da antecipação de seu sonho.

No caso das empresas, a mesma lógica se faz presente. Quando os recursos captados de terceiros são aplicados em investimentos que tenha um retorno superior ao seu custo financeiro, a empresa está utilizando a dívida em seu benefício, e por isso a tilização do capital de terceiro passa a ser totalmente benéfica à atividade operacional da empresa e consequentemente sendo benéfico para os seus acionistas. Quando a empresa não  consegue gerar um retorno maior que o custo dos empréstimos, ocorre uma inversão. Neste caso, a dívida passa a ser um ônus para empresa, na qual gera mais gastos do que receitas e, portanto, o nível de endividamento passa a comprometer o equilibrio financeiro da empresa, e consequentemente a rentabilidade de seus acionistas.

Por esta razão, é de suma importância que o investidor tenha acesso as informações a respeito do nível da qualidade da dívida que a empresa na qual deseja investir apresenta, bem como o seu nível de estrutura de capital. Em outras palavras, é de suma importancia que o investidor saiba reconhecer se as proporções de capital próprio e de terceiros é o montante ideal para que a empresa possa otimizar seus processos, e se esta estrutura é sustentável para que possa realizar investimentos de uma forma mais conservadora.

Muitos analistas vêem a exposição à dívida da empresa muito alta como sinal ruim, mas nem sempre isso é verdade, a empresa pode estar apresetando resultados bons justamente por causa da boa aplicaçao dos recursos de terceiros, o que está aumentando o seu retorno. Saber avaliar o nível de dívida e a qualidade desta dívida, é fundamental para investir em empresas com foco no longo prazo, mas esta avaliação precisa ser recorrente, uma vez que a empresa pode modificar sua estrutura de capital a qualquer momento, adquirindo dívidas não saudáveis e assim comprometer os seus resultados futuros.

Fique atento!

 

Construa os seus sonhos de forma sustentável!

 

 


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