Investir em Empresas Públicas ou Privadas?


Um dos grandes questionamentos que deparei-me ao longo de minha trajetória como investidor, se diz respeito ao perfil de capital majoritário da empresa analisada, ou seja, se seria vantajoso investir em empresas com capital social formado majoritariamente por participações governamentais (empresas públicas) ou por empresas com participações majoritárias de capital privado (empresas privadas).

Com base neste questionamento, iniciei um processo exaustivo de pesquisa, procurando sempre analisar os prós e contras de se investir em cada perfil de empresa, seja ela majoritariamente formada por capital governamental ou privado.

Li muitos artigos científicos e livros teóricos sobre o presente tema e pude constatar, em todas, uma preocupação comum que chamou a minha atenção. Em todos os materiais, constatei a preocupação com o nível de corrupção enraizado na cultura da empresa. Diante desta informação, comecei a refletir, de forma crítica, se a cultura de corrupção é particular e privativa de empresas estatais, uma vez que estamos vivenciando o auge de um escândalo denominado “Lava-Jato”.


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Diante do conceito de CORRUPÇÃO que, segundo o dicionário, é entendido como:

Degradação de valores morais ou dos bons costumes, na qual se utiliza de mecanismos não condizentes com as regras sociais vigêntes, caracterizando assim desvio de conduta a fim de conseguir benefícios para si ou para terceiros”.

Com base no entendimento da matéria, constatei que tais práticas, não limita-se ao exercício das funções públicas, e portanto pode haver, também, desvio de condutas por parte de agentes privados, principalmente quando há conflitos de interesses. Diante desta informação, investir em empresas de capital privado não exclui os riscos inerentes à casos de corrupção, e portanto, este rótulo não deve ser exclusivo de empresas estatais.

Beleza! Muito bom saber! Que Legal! Mas…até agora ainda não sei se vale mais a pena investir em empresa estatal ou de capital privado?

Diante deste empasse, ainda não solucionado, comecei a refletir a respeito sobre os aspectos que diferenciam as gestões das empresas estatais e as empresas de cunho privado. Tomando como certo, que a cada 4 anos somos chamados a exercer a nossa “DEMOCRACIA” na qual escolhemos nossos representantes, e estes nomearão os gestores que irão coordenar os trabalhos nas empresas estatais, surge aqui um empasse que vale a pena destacar.

Como os mandatos dos governantes duram 4 anos, todos os planejamentos são realizados levando em consideração uma linha temporal, também, de 4 anos. Vale ressaltar aqui, que existem empresas estatais que possui objetivos de longo prazo, ou seja, objetivos que devem ser alcançados em prazos superiores a 10 anos. Entretanto, por necessidade de frequentes mudanças de gestão, os gestores podem priorizar metas distintas em função de suas pretenções políticas. Este perfil de gestão causa instabilidade operacional e consequentemente reflexos, seja positivos ou negativos, nos resultados e apurações dos lucros.

Diferentemente do setor público, as empresas de cunho privado, apresentam uma maior tendência de visão para o longo prazo. Este cenário é extremamente saudável ao pequeno investidor, uma vez há uma maior previsibilidade do “modus operandi” de gestão e consequentemente uma maior estabilidade em seus resultados operacionais.

Vale ressaltar que existem normatizações de instrução da própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em complementação à Lei das S/As, que garante uma certa proteção aos pequenos investidores. Em linhas gerais, a referida lei e as instruções complementares visam limitar os controladores no que diz respeito prática de gestões que venham prejudicar os acionistas minoritários. Entretanto, apesar das Instituições estarem caminhando em um processo de evolução e aprimoramento de suas práticas, o pequeno investidor não se encontra 100% protegido, e portanto, precisa estabelecer mecanismos de proteção.

Diante deste dois apontamentos, conclui-se que:

Independente do tipo de empresa que se deseja investir, é de suma importância que o investidor tenha o conhecimento dos indicadores economico-financeiros e contábeis da empresa pretendida. Diante destas informações, o investidor terá dados concretos para estudar os resultados passados da empresa, e assim entender as ações que levaram-a a apresentar os resultados presentes e consequentemente mensurar se a empresa esta conseguindo alcançar seus propósitos ou não. Esta deve ser a primeira análise que se deve fazer para escolher o ativo que deseja investir.

Comparando duas empresas do mesmo setor, uma de capital público e outra de capital privado, o investidor deve escolher aquela que apresentar os melhores indicadores economicos. Se a empresa de capital público tiver indicadores melhores do que a empresa de capital privado, aquela (empresa de capital público) deve ser escolhida para formar sua carteira.

O tema central desta reflexão, só entra como critério de escolha quando as duas empresas apresentarem indicadores equivalentes. Com o intuito de minimizar as possibilidades de riscos empresariais, é mais vantajoso priorizar investimentos em empresas que possuem gestão mais coerente no maior período possível, e desta forma, priorizo, nestas circunstâncias, investimentos em empresas de capital privado.

 


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